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A Nossa História

A Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria da Azóia

A constituição formal da ADPAC ocorreu em 2000, por iniciativa de um grupo de habitantes de Santa Iria da Azóia, que, pouco tempo antes, se tinham unido com o propósito e determinação de salvar a Quinta de Vale de Flores.

Foi no âmbito do desenvolvimento deste projecto, que se aprenderam “os caminhos do património“ e , simultaneamente, se foi construindo a matriz identitária da Associação. Esta tem como corolário “Só se defende o que se ama e só se ama o que se conhece” e como “modus operandi” :

  • Trabalho em rede, sustentado pela criação e manutenção de laços (também afectivos),
  • Tomadas de posição baseadas no conhecimento.

Podem identificar-se, até esta data, três fases na vida da ADPAC :

  • O nascimento: contituição formal e aprendizagem da linguagem e da gramática dos caminhos do património;
  • O crescimento e “formação da personalidade”: criação de uma rede funcional informal que inclui ligações a académicos, à comunidade local e a técnicos de instituições da administração local e central . Aberturas de estradas de conhecimento. Apetrechamento;
  • Amadurecimento (ciclo em curso): Afirmação como parceira na gestão do território de Santa Iria no âmbito dos seus objectivos e actividades.

Embora o foco da actividade da ADPAC, tenha vindo, progressivamente, a ampliar-se, o projecto Conhecimento Salvaguarda e Valorização de Vale de Flores é, sem margem para dúvidas, o nosso cartão de visita. Há 20 anos quase ninguém acreditava ou apostava na recuperação deste património, nem, tão pouco, se conhecia o seu valor ; hoje e depois de adquirido em 2005 pela Câmara Municipal, foi considerado em 2015 um dos sete monumentos mais ameaçados da Europa e está em marcha, desde 2018, um projecto de recuperação, de grande qualidade, promovido pela Autarquia! É de constatação objectiva que o trabalho desenvolvido pela ADPAC teve um papel determinante não só na implementação de medidas de salvaguarda de urgência provisórias , que permitiu a sua sobrevivência até agora, mas também, e sobretudo:

  • No conhecimento e reconhecimento da singularidade e importância deste património;
  • Na definição de políticas e programas para uma intervenção de excelência;
  • Na mobilização de massa crítica, de corpo de técnico e tecnologias de excelência em volta deste projecto.

Ao longo de quase duas décadas, para além do desenvolvimento do Projecto Âncora, a ADPAC contribuiu de forma relevante para o aprofundamento do conhecimento do território de Santa Iria da Azóia, da sua história e patrimónios cultural e ambiental. Ainda que a partilha com todos os parceiros e com a comunidade local tenha sido uma preocupação e prática sempre presentes, o facto é que existe um espólio significativo resultante da investigação que precisa, ainda, de ser tratado e divulgado de forma mais eficaz ( já para não falar que ainda há muito para conhecer …).

Nesse sentido, foram definidos eixos estratégicos para o período 2018-2021:

  • O tratamento da documentação recolhida e sua divulgação;
  • A organização interna e crescimento (aumento do número de associados);
  • Criação de estruturas e ligações formais que permitam colocar o “ património acumulado” ao serviço do conhecimento, desenvolvimento e qualificação Local.

Neste plano está contido um projecto central, a desenvolver anualmente (pelo menos) durante os próximos 3 anos:

RENASCIMENTO DE VALE DE FLORES – Conhecimento e Comunicação pela Arte… e Coração.

Trata-se de uma celebração referente a cada ciclo da obra de recuperação de Vale de Flores em que se pretende envolver a comunidade nas leituras e comunicação do processo, cruzando-se Património, Cidadania, Ciência e Arte . Na equação do programa desta iniciativa não será excluída a reflexão sobre os usos futuros desta Quinta de Recreio.

Embora a 1ª edição desta Festa esteja programada só para Outubro de 2019, houve um “filho prematuro em 2018 que foi a edição do conto A Quinta de Vale de Flores/ O Segredo das Abóboras.

Mais do que em qualquer outro ciclo anterior da vida da ADPAC, nesta é crucial que mais gente – muita gente! – se associe a este caminho pelos nossos patrimónios e que colabore activamente dentro das suas disponibilidades e competências . Precisamos de todo!

Contacte-nos para [email protected]

Cristina Mendes, Quarta-feira, 17 de Julho de 2019